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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Bancos terão que adaptar caixas eletrônicos em Natal (RN) para portadores de deficiência


Os bancos de Natal (RN) precisarão adaptar os seus caixas eletrônicos para o uso dos portadores de deficiência físico-motora. A decisão faz parte da lei sancionada ontem pela prefeitura e publicada hoje no "Diário Oficial" do município.

Com a nova legislação, os caixas eletrônicos deverão ser instalados em áreas com espaço suficiente para a permanência e movimentação de usuários de cadeiras de rodas. Além disso, deverão ser construídos acessos adequados, com rampas e portas que permitam a passagem do cadeirante, eliminando-se obstáculos e desníveis nos pisos.

Segundo os números da Adefern (Associação de Deficientes Físicos do Rio Grande do Norte), 17,8% da população do Estado (cerca de 3,2 milhões de habitantes) tem algum tipo de deficiência.

"É um índice muito grande de pessoas com problemas de locomoção. Nossa luta pelo direito de ir e vir já dura muito tempo, e essa lei é uma conquista", disse o presidente da entidade, Décio Gomes Santiago, que também preside o Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência. Ele não dispõe de dados sobre a capital.

Por meio da Secretaria Municipal de Comunicação Social, a prefeita Micarla de Sousa (PV) disse que Natal está avançando no que diz respeito à questão da acessibilidade, mas reconheceu que ainda há muito a fazer para acabar com a exclusão dos portadores de deficiência.

Para o vereador Ney Lopes Júnior (DEM), autor do projeto de lei sancionado pela prefeitura, "as pessoas com deficiência utilizam pouco os caixas eletrônicos da cidade, muitas vezes, por sentirem-se constrangidos e, infelizmente, inferiorizados". Segundo ele, esta era uma reivindicação antiga dos deficientes.

Os bancos natalenses têm um prazo de 60 dias, a partir de agora, para as adequações necessárias. Em caso de descumprimento a instituição financeira poderá pagar multa no valor de R$ 5.000 e terá suspenso o seu alvará de funcionamento.


Fonte:DANILO SÁ, colaboração para a Agência Folha, em Natal

quinta-feira, 20 de maio de 2010

YouTube dará suporte a deficientes auditivos



(Foto: Getty Images)

O YouTube tornará acessível aos deficientes auditivos mais de 10 milhões de vídeos. A empresa, que foi comprada pelo Google em 2006, vai inserir legendas automáticas em parte do material publicado no site multimídia.

O sistema usará a tecnologia do reconhecimento da fala, provavelmente o maior experimento no segmento realizado até o momento. A adaptação acontecerá, primeiramente, em uma pequena base de vídeos publicados no YouTube.

"A principal parte do DNA do YouTube é o acesso aos seus conteúdos", explicou Hunter Walk, diretor de gestão de produtos da empresa.

Abrir esse conteúdo para os deficientes auditivos é democratizar a informação e ajudar a promover uma maior colaboração e entendimento, disse Walk sobre o projeto de inclusão.

Inicialmente a ferramenta será inserida apenas em vídeos em inglês, entretanto a expectativa é de que versões para outros idiomas sejam lançadas nos próximos meses.

Em novembro de 2009, o YouTube começou a realizar os primeiros testes da ferramenta junto a parceiros, como a Universidade da Califórnia, Universidade de Berkley, Universidade de Yale e National Geographic.

Solução - A tecnologia por trás do reconhecimento da fala tem mais de 50 anos, mas só agora está aprimorada o bastante para ser usada em larga escala, explicou Mike Cohen, engenheiro do Google. "Eu tenho trabalhado com essa tecnologia há 25 anos", completou o engenheiro.

Cohen disse que atuou no projeto resolvendo uma variedade de problemas que incluía variação de sotaque, barulho externo, variação de linguagem, pronúncia etc.

O sistema ainda não está perfeito. Durante uma apresentação realizada por Ken Harrenstien, outro engenheiro do Google, o software trocou as palavras sim card por salmão, quando o executivo Vic Gundotra se referiu a uma reunião entre desenvolvedores.

Harrenstien tem trabalhado na tecnologia ao longo dos últimos 5 anos. Como parte da população que sofre de alguma deficiência auditiva, o engenheiro encara o lançamento da ferramenta como uma conquista pessoal.

Recepção - A reação dos deficientes frente ao anúncio do sistema de legendas automáticas foi bastante positivo.

Estudantes de uma escola especializada, na Califórnia, produziram um vídeo para mostrar o quão é importante uma ferramenta como essa para eles. "Nos sentimos como parte do mundo. Nos sentíamos excluídos", disse Angel Harrington. "Agora podemos entender completamente o que está a nossa volta. É como se estivéssemos em um campo e todos fossemos iguais", completou a estudante.

Ben Hubbard, da Universidade de Berkeley, disse que essa ferramenta abrirá caminhos para que mais de 500 cursos on-line sejam oferecidos a deficientes auditivos.

Fonte: Veja

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Novas tecnologias facilitam vida de deficientes


Entre as novidades que vão estar na feira que começa nesta quinta em São Paulo, um computador com teclado virtual e um carro especial


Uma feira de tecnologia, que será aberta nesta quinta-feira, em São Paulo, vai apresentar o que há de mais novo na tentativa de facilitar a vida dos portadores de deficiência.


Pra usar o computador, basta olhar pra ele. O movimento da cabeça mexe o cursor na tela. As piscadinhas ou até a boca fazem o clique em cima da letra, no teclado virtual. Sem precisar das mãos, as palavras vão aparecendo.

“Esse usuário vai ter todos os movimentos da face enxergados por essa câmera. Essa câmera permite navegar na internet, fazer pesquisas, participar de redes sociais, qualquer outro tipo de
aplicativo de computador”, explicou a gerente de comunicação Fabiana Rosa.

Os aparelhos para surdez estão ficando menores e mais inteligentes. Um deles se adapta ao volume do som ambiente. “Quando o paciente se encontra num lugar mais ruidoso, então o aparelho vai aplicar uma compressão pra fazer com que esse ruído não cause um desconforto pra audição do paciente”, informou a fonoaudióloga Patrícia de Rissio.

Paola Klokler é jogadora de basquete, mas só agora vai poder treinar em equipamentos adaptados. “Precisava sempre de uma pessoa pra me colocar nos equipamentos, me tirar dos equipamentos”, contou.

Talvez um dos maiores símbolos de independência pra quem tem deficiência física seja a capacidade de dirigir um carro, de ir aonde quiser. E, graças à engenharia, pessoas com limitações mais graves estão tendo a chance de fazer isso.

Alan Mazzoleni ficou tetraplégico depois de um acidente. Nesta quarta-feira, ele testou um carro com equipamentos especiais: o volante tem encaixe pro punho, o freio e o acelerador ficam numa alavanca. Foi uma experiência única.

“Eu nunca dirigi. Essa é a primeira vez na minha vida toda. É fantástico. Estou quase querendo trocar pela minha cadeira de rodas. Pena que eles não vão querer né?”, brincou.

Fonte:Globo.com

Acessibilidade do Aeroporto de Belém é testada.


No dia 30 foi realizado no Aeroporto Internacional de Belém uma simulação onde os participantes enfrentarão os problemas vividos por pessoas com deficiência ou restrição de mobilidade.


Um exercício de simulação de situações enfrentadas por pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida será realizado a partir das 9h desta sexta-feira dia 30, no saguão do Aeroporto Internacional de Belém.

A atividade faz parte do Curso de Atendimento à Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida, acontecendo em diversos aeroportos de todo Brasil, em cumprimento à Política de Acessibilidade da Infraero, realizado pela Assessoria da Presidência, representada pela CONACES – Comitê Nacional de Acessibilidade da Infraero.

A simulação será realizada por mais de 115 participantes do curso, dentre eles empregados da Infraero, funcionários de companhias aéreas, empresas terceirizadas, órgãos públicos e concessionários. O curso, que iniciou nesta segunda-feira e prossegue até sexta-feira, tem como público-alvo os trabalhadores que atendem diretamente pessoas com de necessidades de atendimentos especiais.

Durante a atividade, os participantes enfrentarão os problemas vividos por pessoas com deficiência ou restrição de mobilidade. Também conhecerão os equipamentos já instalados para melhor atender este público, que no país atinge 25 milhões de pessoas.

Para o encerramento do curso, a partir de 8h20, está programado um depoimento pessoal do Presidente da Associação de Cegos do Pará e primeiro diretor cego da instituição José Alvares de Azevedo, Lourival Ferreira do Nascimento.

Simultaneamente com o simulado, haverá a apresentação de Balé do Projeto Passos para a Luz, que atende as alunas com deficiência visual. O projeto é coordenado pela professora Marina Mota do Centro de Dança Ana Unger.

Fonte:As informações são da Infraero/PA